CASA

DA LUZ

Tipo: Reabilitação de Habitação Unifamiliar

Cliente: Privado
Localização: Avenida Dias da Silva, Coimbra
Estado: Em Licenciamento
Data de Projeto: 2020
Área do terreno: 139 m²

Área bruta do edifício: 178,58 m² 

Coimbra, 2020

O edifício n.º 228 da Avenida Doutor Dias da Silva faz parte de um conjunto de 4 moradias geminadas. Apesar do presente edifício não ter caraterísticas arquitetónicas relevantes, ele é importante enquanto edifício de conjunto. Com as demais moradias que lhe são contíguas, define um tecido urbano consolidado de valor arquitetónico para a cidade.

 

Atualmente, a moradia tem espaços muito exíguos e pouco funcionais. A zona posterior da edificação sofreu transformações e acrescentos que desvirtuaram o conjunto.

Dada a falta de coerência existente, optou-se por tirar partido da sobreposição de dois tempos diferentes: a fachada principal que mantem o desenho original, e o interior e a fachada posterior, assumidamente contemporâneos.

 

Tratando-se de um edificio de remate da própria Avenida, é importante que se estabeleça o diálogo entre o contemporâneo e o existente. Assim, a fachada lateral reveste-se parcialmente do material contemporâneo utilizado na fachada posterior, e encima a composição, destacando o volume do sótão e sublinhando visualmente essa dualidade de tempos diferentes.

No interior, a estrutura espacial resulta da intenção de ter 3 quartos e duas salas autónomas. Unindo todos os pisos, desenha-se um volume transversal ao edifício, que organiza as comunicações verticais, instalações sanitárias e armários técnicos. Esta "caixa" vertical torna independentes funcionalmente os espaços interiores, que se relacionam com as duas fachadas principais.

 

Os espaços sociais ocupam os pisos mais baixos, criando, através dos grandes vãos envidraçados, uma relação muito franca com o logradouro exterior.

 

Nos pisos superiores são desenhados os quartos, que procuram a relação com a rua, através das janelas existentes, e com o logradouro posterior, através de uma varanda com uma zona coberta e outra descoberta. No piso do sótão é desenhado o terceiro quarto, onde se introduz um vão que, ao nível exterior, cria um volume saliente que contraria a inclinação da cobertura equilibrando e rematando a composição.

PEÇAS DESENHADAS